Justiça Eleitoral cassou mandato de Prefeito e Vice de Choró após provas de compra de votos e abuso de poder econômico
A Justiça Eleitoral determinou a cassação do mandato do prefeito eleito de Choró, Bebeto Queiroz (PSB), e de seu vice, Bruno Jucá Bandeira (PRD), após a constatação de graves irregularidades durante o processo eleitoral de 2024. A decisão, publicada na última segunda-feira (7), foi resultado de uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral, movida pela coligação adversária e respaldada pelo Ministério Público Eleitoral.
Ambos foram acusados de crimes como compra de votos, abuso de poder econômico e uso indevido da máquina pública, com base em provas substanciais que incluem investigações da Polícia Federal. Além de terem os mandatos cassados, a sentença ainda declarou a inelegibilidade de Bebeto e Bruno para os próximos oito anos, afetando diretamente a política local em Choró.
Escândalo Eleitoral e Provas Robusta
O juiz responsável pelo caso, Welithon Alves de Mesquita, da 6ª Zona Eleitoral, em Quixadá, afirmou que as provas apresentadas durante o processo foram "robustas" e "inequívocas", demonstrando a operação coordenada de compra de votos com recursos públicos desviados. Entre os elementos apresentados estão mensagens, transferências bancárias com indícios de envolvimento de eleitores e a apreensão de cerca de R$ 600 mil em espécie, dinheiro que seria parte do esquema de financiamento da fraude eleitoral.
O juiz destacou ainda que Bebeto Queiroz era o principal líder do grupo criminoso, que não se limitava a Choró, mas também atuava em outras cidades da região, como Canindé e Fortaleza. A decisão ressaltou que o esquema comprometia seriamente a legitimidade do pleito, prejudicando a escolha livre dos eleitores e o processo democrático.
Incertezas e Possíveis Novas Eleições
O impacto da decisão é significativo para a cidade de Choró, que se vê em uma situação de incerteza política. Com Bebeto foragido da Justiça e impedido de tomar posse, a cidade enfrenta agora a possibilidade de novas eleições, além das complicações legais que podem surgir em decorrência das apelações ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE-CE), ainda pendentes.
Este cenário coloca a cidade no centro das atenções, com um futuro político ainda indefinido, aguardando os próximos passos da Justiça e as possíveis reviravoltas que podem ocorrer no processo judicial.
Apelação e Futuro Incerto
Apesar da sentença em primeira instância, os agora cassados ainda têm o direito de recorrer ao Tribunal Regional Eleitoral, o que pode resultar em novas fases do processo. Caso a decisão seja mantida, Choró poderá se ver diante de novas eleições para eleger um novo prefeito e vice, refletindo a gravidade dos crimes cometidos e as consequências para o futuro político da cidade.
(Foto: Reprodução/Divulgação)
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