A Justiça Eleitoral de Iguatu condenou o ex-prefeito Ednaldo Lavor (PSD) e os ex-vereadores Rafael Gadelha e Bandeira Júnior — que chegaram a disputar os cargos de prefeito e vice-prefeito, respectivamente, em 2024 — por abuso de poder econômico e captação ilícita de votos. Os três foram multados em R$ 10 mil cada e declarados inelegíveis por oito anos.
Segundo a decisão do juiz Carlos Eduardo Carvalho Arrais, da 13ª Zona Eleitoral, o grupo usou recursos públicos para conquistar apoio político, fornecendo combustível a eleitores durante eventos de campanha. A acusação, feita pela chapa adversária de Ilo Neto (PT), aponta que, no dia 30 de agosto de 2024, houve uma extensa fila de veículos em um posto que abastecia exclusivamente a frota municipal.
Um vídeo incluído no processo mostra os carros sendo abastecidos e, em depoimento, o frentista afirma que o fornecimento partia da bomba reservada à Prefeitura. Ainda segundo o funcionário, a autorização partiu do irmão do então prefeito Ednaldo Lavor, apontado como um dos articuladores da campanha de Rafael Gadelha e Bandeira Júnior.
A defesa alegou falta de provas que ligassem diretamente os três investigados à autorização ou execução do abastecimento, e destacou que Rafael e Bandeira renunciaram às candidaturas antes do fim do processo eleitoral. No entanto, o juiz ponderou que os atos praticados durante a campanha devem ser avaliados independentemente da desistência.
Na sentença, o magistrado destacou que não houve prestação de contas relacionada ao uso de combustível, o que, somado às imagens e depoimentos, configurou abuso de poder e compra de votos. A decisão ainda é de primeira instância e cabe recurso.
(Foto: Reprodução/Divulgação)

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